quarta-feira, 14 de agosto de 2013



cleide-chocolover:

maravilhosa!

Mel na capa da Caras falando sobre tudo que esta acontecendo com ela agora 

Entrevista da Mel para Caras.

  •  Como anda o namoro?
  • Ótimo.

  •  Atrapalha profissionalmente namorar Rodrigo Santoro?
  • Desde que entendi como funcionava esse meio, sempre me resguardei o direito de preservar a minha vida pessoal. Não acho que o namoro possa atrapalhar ou prejudicar porque isso funciona da
  • maneira como você conduz.

  •  E por que deixou de atuar?
  •  O que eu sou de verdade é escritora, mais do que atriz. A novela foi legal, faria outra coisa atuando, inclusive é a profissão que tenho na minha carteira profissional. Mas, neste momento, estou escrevendo. É o trabalho que amo.

  •  Vai lançar outro livro?
  • Estou focada neste primeiro, mas quem sabe? Sempre escrevi e adoro português. Comecei a ler esses dias Luis Fernando Veríssimo e percebi que meus contos têm uns traços parecidos com os dele. A gente vai se alimentando de coisas boas...

  • Tendo um lado intelectual tão latente, por que participou do concurso Miss Bumbum (2008)?
  • A coisa do bumbum foi aqui no Brasil. Era um concurso de lingerie na França. O que faço com o povo que fala o contrário? (risos) Jamais participaria de seleção para eleger esse tipo de coisa. Era trabalho, bom cachê. Foi bacana na época, mas o esteriótipo que ficou foi bem desagradável. Hoje não me exponho mais assim.

  •  Acredita que isso possa prejudicar sua carreira literária?
  •  Acho que as pessoas olham para mim e pensam. Ah, é modelo, foi atriz e agora está escrevendo? Mas, enfim, sou uma escritora.

  • Teme a instabilidade do meio?
  • É uma apreensão virar escritora. Tenho que pagar as contas. Dependo exclusivamente de mim. Mas tenho sorte de ter um público fiel originário de Rebelde.

  • – Com 15 anos você saiu de casa para estudar. Ainda é doloroso ficar longe da família?
  •  Sempre acho que lido muito bem com a saudade, até encontrar com a pessoa. E chega uma hora em que essa saudade anestesia. Quando visito minha terra e volto para o Rio, é sempre o maior chororô. Também tenho um lado frágil... Na época dos shows, ficávamos muito tempo na estrada. Ainda bem que a tecnologia ajudou bastante.

  •  É sempre tão positiva?
  • Sou terrivelmente! (risos) É a minha grande qualidade e o meu grande defeito. Luto pelas coisas que acredito, sou feliz, muito passional, intensa.

  •  Isso vem de família? Como foi sua criação?
  • Sou do interior gaúcho, de Pelotas. Fui criada com a ideia de que a mulher tem um papel forte. Sou independente, mas sei cuidar da casa.

  • Em que sentido?
  •  Minha mãe me ensinou tudo desde os 8 anos: a costurar, lavar, cozinhar...

  •  Além desses ensinamentos, como foi sua infância?
  • Brincava muito, chegava em casa toda ralada, subia em árvores. Não fui uma criança precoce, mas gostava de ler muito.

  •  Com que idade você começou a namorar?
  • Sempre fui quietinha. Dei o primeiro beijo com 14 anos. Usava óculos, depois coloquei aparelho nos dentes. Com o tempo nos ajeitamos. Não me sentia bonita. Era magrinha.

  •  E quando desabrochou?
  •  Aos 16 anos. Todos os meninos que eu gostava se interessavam pela minha melhor amiga, uma desgraça! Não tinha muito espaço com eles e me encaixava em outro lugar. Sempre fui líder de turma, participava de grêmio estudantil.

  • E nunca foi romântica?
  • Sou bem misturada. Sou moleca, meu pé é grosso, gosto de me sujar até hoje. (risos) Mas acredito nos sonhos, no amor.
Opinião sobre a entrevista, achei ofensivo por parte da revista colocar em destaque na capa A NAMORADA DE RODRIGO SANTORO CONTA SEUS PLANOS. E a primeira pergunta ser sobre o namoro. Por que isso deixa em segundo plano o assunto principal que é a carreira da Mel. Mas ela saiu super bem na pergunta, não deixando que a relação dela com o Rodrigo seja o foco da entrevista.

E durante a entrevista e entendemos o quanto a Mel é ligada a família e que dar valor as suas origens. E que ela conta com o apoio do publico(fãs) Rebelde.

Só acho que agora a Mel vai abrangir novos públicos, por que as pessoas vão conhecer a escritora que existia por trás daquela garota que fazia Rebelde. Ela tem que ter um pensamento maior, pois ela tem talento e inteligencia para atingir o publico mais maduro.

Mas o legal é que a Mel tá fazendo um trabalho de leitura e poesia com os adolescentes dando a ela uma imagem cultural, intelectual e de exemplo conquistando um espaço dela ser apelação.


Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante. 
Clarice Lispector


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